Páginas

terça-feira, 13 de abril de 2010

Disputa familiar


Uma prima engravidou, e a crise foi instaurada na família, sogra, pai e mãe não se entendiam quanto ao nome da criança. Eu aproveitei a confusão e escrevi:


Durante a gravidez, aquela doce espera de nove meses, o bebê não tinha nome.


Quando perguntavam aos pais, como o rebento se chamaria, eles respondiam que era uma menina.
Era a única definição que concordavam, porque com o nome, eles não conseguiam.


A mãe queria, Fernanda.
O pai, Marina.
A avó materna, Maria Eduarda.
A avó paterna, Joana.


Menina nasceu.
Todos tinham um nome, menos ela.


O pai, decidido a acabar com o problema, foi ao cartório e registrou Marina.
A mãe, teve a mesma idéia e registrou, Fernanda.
E assim, fizeram as avós.


Então, Menina tinha quatro nomes diferentes. 
Cada um a chamava de uma forma, e pra cada nome, desenvolveu uma personalidade diferente.


Menina cresceu confusa...


Resolveu ela própria, qual seria seu nome.

 Escolheu, Menina. Somente Menina, sem sobrenome.

 Era muito mais fácil.

Nenhum comentário:

Postar um comentário